Jeep Renegade mostra que a tração 4×4 está pronta para a lama

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Apresentado para os brasileiros durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em 2014, a Jeep começou a comercializar o Renegade há pouco menos de três meses. Atualmente o modelo está brigando entre o terceiro e o segundo lugar entre os SUVs mais vendidos por aqui.

A razão pelo fato do Renegade, ser um modelo muito procurado em tão pouco tempo é seu estilo aventureiro, que não fica apenas na impressão. Andamos com a versão Sport Diesel por alguns dias, para analisar os prós e os contras do Renegade.

Como se trata de um carro completamente novo, vamos começar pelo seu design.

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Com linhas modernas e ao mesmo tempo rústicas por se tratar de um veículo off road, o Renegade tem a grade frontal e os faróis inspirados no seu irmão Wrangler e no caso da versão a diesel, o para-choque tem melhor ângulo de ataque comparado as versões Flex.

A parte de trás a Jeep inovou criando uma lanterna com um desenho bastante diferente. Seu layout foi inspirado nos galões reserva do Jeep Willys. No restante do modelo, vemos características de um veículo aventureiro, usando rodas de 16 ou 17 polegadas, perfil alto, boa altura em relação ao solo e as saias e para-choques em plástico.

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A cabine segue essa linha, apesar de ser “simples”, sem muito requinte, o Renegade conta com vários detalhes que ficam perceptíveis aos olhos mais sensíveis.

Por dentro os porta copos fazem um “X”, iguais as lanternas, há o desenho do deserto de Mojave próximo a entrada USB, os alto-falantes ganham um desenho que remete a grade clássica dos Jeeps e acima da central multimídia, temos o “Since 1941”, outra característica dos Jeeps voltado para a lama.

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As versões mais completas ganham bancos em couro, ar condicionado digital dual zone, faróis de xênon, banco do motorista com regulagem elétrica, iluminação interna e teto solar.

No caso da versão testada, havia sistema de som Beats com Subwoofer, computador de bordo com informações de pressão dos pneus, bateria entre outras coisas, retrovisores elétricos com rebatimento automático, central multimídia com GPS integrado e sensor de estacionamento com câmera de ré.

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Apesar de ser um veículo que na versão diesel parte de R$ 100 mil, faltou alguns itens como retrovisor anti-ofuscante, bancos em couro e até uma central multimídia maior, que é vendida como opcional.

Andando com o Renegade, percebemos que a influência da Fiat ajudou a Jeep criar um carro extremamente confortável para a cidade.

O que ajuda o conforto ficar ainda melhor, é o silêncio na cabine, que só é interrompido quando abrimos a janela, ligamos o som ou paramos e ouvimos um pouco do motor diesel funcionando.

Escrevendo ainda mais em primeira pessoa, não estou sendo um jornalista vendido ou empolgado com o carro, mas sim honesto. O console não bate, muito menos ouvimos barulho nas colunas, um fato que me surpreendeu, já que testamos carros se categoria superior com um nível de ruído inferior ao Renegade.

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O espaço para todos os passageiros é bom, apenas quem senta no meio sente um pouco de desconforto por ter o apoio de braço na frente, que por sinal contava com uma tomada de 120V (opcional), para ligar qualquer coisa. Além deste diferencial, a versão testada contava com uma lanterna localizada na parte esquerda do porta-malas (opcional).

O porta-malas pode ser considerado o calcanhar de Aquiles do Renegade. Por ser um carro para viagens o porta-malas de 260 litros acaba sendo pouco para cinco ocupantes, ficando com um tamanho próximo de um Mitsubishi Pajero TR4, que possui 220 litros de porta-malas.

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A suspensão do Renegade é outro ponto a elogiar. O modelo é um dos poucos SUVs do mercado a ser equipado com suspensão mcpherson nas quatro rodas. Isso tornou o carro confortável, tanto em centros urbanos esburacados e fora do asfalto. o Jeep é o tipo de carro criado para o dia a dia, confortável e macio, o problema é que a traseira ficou macia até de mais, o que prejudica quando passamos em valetas mais profundas.

Se não o mais importante do Renegade, está o motor 2.0 turbo diesel MultJet de origem Fiat, que possui 170 cavalos de potência e 35,7 kgfm de torque máximo. Segundo a Jeep, o modelo chega aos 100 km/h em 9,9 segundos.

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No caso, todas as versões diesel são equipadas exclusivamente com transmissão automática de nove velocidades da empresa alemã ZF.

O motor de quatro cilindros que gira até 6 mil rpm é bastante esperto, logo aos 1.750 rpm temos o torque máximo, o que facilita o ganho de velocidade sem muito esforço, e com isso, o consumo também é favorecido.

O motor perde sua agilidade quando chegamos próximos dos 5.000 rpm. Nesta faixa de giro, o motor não tem mais eficiência e está apenas gastando diesel e forçando o motor atoa.

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Andando sem pressa, tanto na cidade quanto, na estrada, o Renegade é um carro bem econômico e confirma a fama de que motor diesel anda bem e não bebe. Na cidade o modelo percorre até 12 km/l e na estrada em uma média de 120 km/h, percorremos cerca de 17,5 km/l. A média só não é melhor porque a Jeep não vende o modelo no Brasil com sistema start/stop.

Além do motor diesel sem vendido apenas com transmissão automática de nove marchas, ele também conta com tração 4×4 com diferencial blocante.

As versões Sport e Longitude conta com quatro motos de condução: Auto, Sand, Snow e Mud, já a Trailhawk possui todas essas e a função Rock.

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De todas as funções, utilizamos a Mud para entender se realmente o sistema merece estar em um Jeep. O Renegade e um carro feito para a lama, mesmo na versão Sport e com pneus mais voltados para o asfalto, ele passou por trechos de lama até sumir a metade da porta.

O diferencial funciona muito bem, travando as rodas na hora certa e mandando toda a força para onde há tração. Entretanto, infelizmente ele não foi capaz se subir um trecho onde muitos crossover passam. Assim, acreditamos que a versão Trailhawk seja capaz de cumprir a tarefa.

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E foi andando na lama que percebemos que o modelo tem bom isolamento nas portas. Como falei, o carro ficou de lama até a metade da porta e nenhum sinal de água ou sujeira na parte de dentro.

Apesar de ser um carro com preço inicial de R$ 70 mil, o Renegade está acima de seus concorrentes em termos de qualidade e construção. Hoje o seu maior rival acaba sendo o novato Honda HR-V que conta com um número maior de clientes satisfeitos com a marca a fama de bons carros. Mesmo assim, o Renegade já superou dois veteranos do mercado em pouco menos de três meses de vendas.

Preços

Flex (1.8) Diesel (2.0)
Sport Manual – R$ 69.900 Sport – R$ 99.900
Sport Automático – R$ 75.900 Longitude – R$ 109.900
Longitude – R$ 80.900 Trailhawk – R$ 116.900

Ficha Técnica

Motor 2.0 Diesel MultiJet
Potência 171 cv
Torque 35,7 kgfm
Velocidade Máxima 190 km/h
Tempo 0-100 (Km/h) 9,9 segundos
Altura 1,66 m
Largura 1,79 m
Comprimento 4,24 m
Entre-eixos 2,57 m
Peso 1629 kg
Tanque 60 litros
Porta-malas 260 litros

Sobre o autor: Renato Maia

 

Jornalista, Renato Maia é apaixonado por carros e tecnologia. Nascido no ABC paulista, ele respirou o ar das grandes montadoras que atuam na região, como Volkswagen, Chevrolet, Ford e Mercedes, que fazia o garoto de São Bernardo se encantar por automóveis. Logo a vontade de juntar o jornalismo e carros foram se aproximando, e em 2011 ele criou o Falando de Carro.

 

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