Mercedes A200 e Honda CTX 700N  Combinação para exigentes

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Necessidade, conforto, diversão. Cada um tem um perfil para escolher seu veículo, no caso dos homens e mulheres mais modernos, seus veículos. Ter uma moto e um carro já é realidade de muita gente, principalmente em metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras ao redor do Brasil. Com investimentos relativamente baixos, já é possível atender à necessidade de uma moto para uso cotidiano e um carro para finais de semana e viagens ou o inverso, mas neste texto falaremos de um perfil de consumidor mais exigente, que mais do que necessidade, gosta de coisa boa, coisa muuuito boa!

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Quem tem o privilégio de ter na garagem um Mercedes Classe A e uma Honda CTX 700N pode sofrer de confusão e dúvida, afinal, é difícil decidir com qual deles sair de casa, mas nossa sugestão é para que em dias de semana com tempo equilibrado, vale apostar na moto, em dias mais frios ou chuvosos, o carro, já que mesmo com trânsito intenso, estar a bordo dessa máquina pode ser muito agradável. Para os finais de semana, segue-se a mesma regra do tempo, porém, inclui-se o perfil programa: uma diversão sozinho (moto), um programa acompanhado (carro).

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Em um mercado dominado pelas poucas e boas, no qual se destacam motos como a Harley-Davidson Night Rod e a Ducati Diável, a Honda apresentou recentemente uma proposta mais voltada ao perfil do consumidor brasileiro, no qual se tem um motor de média cilindrada (categoria que segue ganhando mercado no Brasil) e um preço, digamos, mais acessível. Isso pelo fato do valor dela partir de R$ 32.077,00, já com ABS, o que poderia ser melhor se o modelo não fosse importado.

Por conta do preço, inclusive, a CTX 700N acaba competindo com outros modelos como a Harley-Davidson 883 e a Triumph Bonneville, que são motos menos encorpadas, mas de maior cilindrada. Porém, as 670cc dessa Honda entregam potência de sobra com o ótimo torque máximo de 6,12 kgf.m. A nova geração do Mercedes Classe A não tem nada da antiga. O hatch deixou de ser carro para a família para se tornar um carro mais jovem, moderno e descolado, pronto para concorrer com outros alemães de entrada.

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Com linhas mais esportiva, porte mais baixo, faróis de xenon, LEDs diurnos e rodas esportivas, vemos claramente que o público alvo da Mercedes mudou nessa nova geração. De fato isso era preciso, já que o BMW Série 1 e o Audi A3 dominavam o setor de compactos premium em todo o mundo.

Bom, vamos começar pelo que mais chama atenção em ambos os modelos, o design. Na moto, os desenhos mais arrojados e modernos, no estilo moto do

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Batman, são invocados e arrancam olhares por onde passa. O porte de moto de alta cilindrada é um dos trunfos do modelo, assim como a pintura na cor preta fosca, que complementa o estilo da CTX 700N. Até para aqueles que não são chegados em moto estilo custom, essa cruiser pode despertar interesse.

O Mercedes não fica atrás, sua proposta é bastante arrojada e seu desenho, digamos, até um pouco à frente do seu tempo. Durante a semana que avaliamos o carro, ele foi o rei do baile por onde passou, arrancando olhares e suspiros. Obviamente não tem cara de um carro de entrada, já que apresenta seus músculos em forma de linhas invocadas, faróis e lanternas futuristas, claro, com muita preocupação com à aerodinâmica. É, de fato, um carro jovem, porém, muito elegante.

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Esses dois modelos possuem semelhanças que vão além de suas propostas de alto padrão em modelos acessíveis. E uma dessas semelhanças, certamente, é o conforto que seus donos encontrarão. No carro ou na moto, as posições de dirigibilidade e pilotagem, respectivamente, são agradáveis. Esqueça as dores nas costas e relaxe. Seja viajando pela estrada ou em trechos urbanos, se você está a bordo do A 200 ou da CTX, você pode ter um tempo bastante agradável.

Nos motores, outros pontos fortes dos modelos. Se as 670 cilindradas da CTX não chegam a assustar, assim como o 1.6 do Mercedes, o conjunto da máquina entrega uma pilotagem que pode ser ao mesmo tempo dócil e invocada. Troque as marchas da moto com certa rapidez e sentirá o poder que essa Honda tem em aumentar sua velocidade ligeiramente. Na mão do Falando de Carro, em trecho de pista de teste com velocidade permitida, a moto bateu os 190km/h, porém, sentimos que ainda tinha um pouco mais para entregar.

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Segundo informações da Honda, a moto tem torque máximo de 6.12kgf.m a 4.750 rpm, além da potência máxima de 47.6 cavalos a 6250 rpm. Esse conjunto, na pilotagem, se reflete em potencia já nas rotações baixas, ou seja, basta bater no acelerador para sentir a resposta e ver o velocímetro subir rapidamente.

No carro, a versão avaliada por nós, a A 200, usa motor 1.6 turbo de 156 cavalos de potência, 25,5 kgfm de torque máximo e transmissão automática de sete velocidades com embreagem dupla. De acordo com a Mercedes, o modelo chega aos 100 km/h em 8,3 segundos e atinge os 224 km/h.

Realmente são bons números, o Classe A anda bem. Apesar do torque estar presente a partir dos 1.500 rpm, o modelo anda muito mais a partir dos 3.000 rpm. As trocas são rápidas dependendo da velocidade e da pressão colocada no pedal do acelerador. Colocando na função S, as trocas mais rápidas ajudam o motor ganhar velocidade mais rápido, o que facilita uma pegada mais esportiva.

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Tanto o Mercedes como a Honda oferecem muita segurança na estabilidade das máquinas. Em curvas seguram muito bem e ajudam o motorista a manter o veículo na linha com maior tranquilidade.

A versão testada do Classe A foi o A200 Urban, que conta com um pacote razoável de itens de série e preço sugerido razoável para o porte do carro, R$ 118.900. O acabamento do hatch é o seu principal destaque. Para quem está buscando uma cabine mais sofisticada, o Mercedes ganha essa disputa de seus concorrentes diretos. Por dentro, o console é totalmente soft-touch, assim como 90% dar portas, apenas o porta objetos é de plástico rígido.

Os bancos tipo concha são parcialmente revestidos em couro e o volante com comandos, revestidos em couro ajudam nesse requinte. Se você acha que ainda é pouco, o modelo conta com luzes espalhadas por todo o carro. É possível ver luzes em três pontos da porta, nos pés, soleira e em todos os encostos de cabeça.

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A CTX também conta com os principais itens de série, como os freios ABS. O painel de instrumentos digital não traz nenhuma grande inovação. Clássico Honda, mostra velocidade, aceleração, hora e indicador de combustível. Além das informações de km total e de trips. Não possui indicador de marcha. Assim como os últimos lançamentos da Honda, as posições da buzina e da seta são invertidas. A moto ainda possui um eficiente pisca alerta, muito funcional em casos de paradas.

Outro ponto de semelhança e que deve ser colocado na planilha dos compradores mais econômicos é a autonomia dos modelos. Se os preços, cerca de 32 mil para a moto e de 118 mil para o carro, não são dos mais baratos, a economia de combustível é mais do que satisfatória.

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Durante nossa semana de avaliação, pilotamos a CTX 700N em trechos urbanos e em estrada. Nos sete dias de teste a moto se mostrou econômica, consumindo em média 24,7 km/l. Seu tanque tem capacidade para 12 litros.

Com relação ao A200, o consumo foi um dos destaques do modelo. Apesar de ser um motor 1.6 turbo, o Classe A se mostrou extremamente econômico. Na cidade, seu consumo médio foi de 10,5 km/l, já na estrada até os 100 km/h, a autonomia chega a 18 km/l. Perto de seus concorrentes, ele é o modelo mais econômico a venda no Brasil.

A conclusão é um pouco óbvia, tanto a moto quanto o carro valem muito a pena e o proprietário dessas máquinas jamais será um dono insatisfeito.

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A Honda CTX 700N é uma moto que tem muito potencial. Se começar a ser montada no Brasil e baixar o preço, será ainda mais competitiva. Com aspecto de moto grande e preço de moto média, essa cruiser é indicada para motociclistas novos ou experientes, mais jovens ou mais velhos, modernos ou tradicionais. Com bom custo x benefício, ela compete em categorias diferentes e pode agradar muitos perfis de motociclistas. Só precisa romper o preconceito de alguns que entenderão os elogios ao pilotá-la.

Essa nova geração do Mercedes Classe A é, de fato, um Mercedes genuíno, um excelente carro para uso urbano e para viagens. É espaçoso, confortável, possui uma cabine luxuosa, tem acabamento fino e um design que é quase uma unanimidade de beleza. A tecnologia alemã também está presente no modelo que, agora mais jovem e moderno, é uma ótima opção de compra em sua categoria. É claro que a marca ajuda, afinal, quem tem um Mercedes tem um mais que um carro, tem uma marca, um conceito.

Poderíamos falar por horas de mais detalhes dos modelos, mas vamos parar por aqui.

Sobre o autor: Victor Peixoto

 

Jornalista, Victor Peixoto conheceu desde cedo o mundo das duas rodas por intermédio de seu tio, Quinho Caldas (Revista da Moto!). Herança essa que fez ele respirar o ar das máquinas mais modernas e potentes (desde o motocross até as esportivas). Além da revista, ele traz influências e conhecimentos de suas passagens pela comunicação da Honda e da Ducati e em 2014 juntou-se ao Falando de Carro para criar o Falando de Moto.

Website: http://www.falandodecarro.com

 

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