Toyota GT 86 – Poderia ser a alegria dos puristas no Brasil

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A Toyota trouxe uma unidade do seu esportivo GT 86 para o Brasil para fins de teste de combustível e possivelmente vende-lo por aqui. Infelizmente este sonho está meio distante, mas andamos no carro para saber o porque a marca japonesa engavetou o projeto.

Antes de tudo, o Toyota GT 86 não é um produto feito 100% pela fabricante, isso porque o esportivo foi feito em parceria com a Subaru, onde as duas empresas se uniram para criar este carro, que para a Toyota se chama GT 86, para a Subaru recebeu o nome de BRZ e para a Scion ganhou o nome de FR-S.

Toyota GT 86 - Falando de Carro

Feito para quem gosta de carro e principalmente de pilotar, o GT 86 usa um motor 2.0 naturalmente aspirado com 200 cavalos de potência e 20,8 kgfm de torque máximo. De acordo com a Toyota, o esportivo acelera de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos.

O seu número de 0 a 100 km/h não empolga muito, já que estamos falando de um esportivo, já que no Brasil, a oferta de carros turbinados com tempo semelhante é vasta hoje.

Acontece que o GT 86 gira até os 7.500 rpm com folga, o que ajuda e muito em retomadas. Ele tem muito fôlego a partir dos 2.500 rpm quando está com seu torque máximo pronto e quando o ponteiro chega nos 5.000 rpm você tem potência e torque juntos para trabalhar até os 7.500 giro. Neste momento uma luz vermelha pisca indicando a hora de passar de marcha.

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As trocas são bem rápidas, isso porque a transmissão de seis velocidades tem engates bem curtos, e a embreagem mais dura volta com rapidez, o que contribui para uma tocada bem esportiva.

Tudo isso aliado a tração traseira e direção direta faz você esquecer que está em um carro relativamente fraco para seu padrão de design, mas o ronco que sai do motor empolga bastante e é preciso ficar de olho no velocímetro.

Apertando o modo VSC Sport atrás do câmbio, o GT 86 permite mais sair de traseira. O controle de tração fica ligeiramente mais “amigo” para brincar mais em curvas. Agora desligando todos os controles, o GT 86 faz a alegria dos pilotos, ainda por pela transmissão manual que facilita o controle do giro.

Como já era de se esperar, a suspensão do Toyota GT 86 é macia para um esportivo. Longe de ser um Corolla de conforto, o GT 86 passa bem por algumas ruas esburacadas, mas isso não permite que abuse do seu “conforto”, porque a suspensão é curta e o carro é baixo.

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Por dentro temos um carro simples, mas com toques esportivos. Os bancos são revestidos com preto e vermelho, assim como as portas, câmbio e volante.

A posição de dirigir é bem baixa, assim como um Audi TT, e o painel de instrumentos denuncia que estamos diante de um esportivo. O conta giros bem no centro marca até 9 mil rpms, seguindo do velocímetro digital e de outras informações do carro.

O computador de bordo é bem simples, passa informações da autonomia, odômetro, temperatura e consumo médio, que por sinal é bem econômico.

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O espaço interno é bom apenas para quem senta nos bancos da frente, isso porque o espaço para as pernas atrás é praticamente zero, é feito apenas para curtas caronas, desde que a pessoa seja baixa e sente atrás do passageiro.

Ficamos surpreso com o consumo do GT 86. Ao contrário dos outros carros que gira normalmente perto dos 2 mil giros para ser econômico, o esportivo japonês não fica abaixo dos 2.500 rpm na cidade e de 3.500 na estrada. Mesmo assim, seu consumo urbano ficou em 10 km/l e na cidade chegou a 13 km/l.

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Desde sua aparição no Salão do Automóvel, a Toyota comentou sobre sua possibilidade de vender o GT 86 no Brasil, entretanto, adaptar o motor para nossa gasolina faria o modelo perder muita potência. Outro fator que fez os japoneses paralisarem a vinda dele para cá, seria seu preço. Especula-se que o esportivo custaria algo em torno dos R$ 150 mil, e muitas pessoas não o comprariam por esse valor, já que seira um carro fraco.

Sobre o autor: Renato Maia

 

Jornalista, Renato Maia é apaixonado por carros e tecnologia. Nascido no ABC paulista, ele respirou o ar das grandes montadoras que atuam na região, como Volkswagen, Chevrolet, Ford e Mercedes, que fazia o garoto de São Bernardo se encantar por automóveis. Logo a vontade de juntar o jornalismo e carros foram se aproximando, e em 2011 ele criou o Falando de Carro.

 

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